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Neste século, onde tudo corre à nossa frente: tecnologia de alta complexidade, medicina nuclear, clones, drones, etc. temos a nítida sensação, ao adentrarmos no Terreiro, que ficamos “para trás”.

Na realidade ficamos mesmo! Sabemos que no âmbito material tudo evolui  e  assim também acontece  no plano espiritual. Precisamos, como dirigentes e membros de uma Casa Umbandista, deixar de lado preconceitos, a pretexto de mantermos “as tradições”, e modernizarmos  o sentido exato da palavra “GIRA”. Ora, se é Gira, e se nada é estagnado, por  que  nossas “reuniões mediúnicas” permanecem como se fôssemos do século XIX?

Quando digo modernizarmos, não me refiro à diversidade de  incorporações (Caboclos, Crianças, Pretos-Velhos, Oguns, etc.) ou às diferentes  formas de mediunidade (vidência, audição, etc.), cada qual com sua característica individual, própria, inerente a sua condição  mediúnica, mas sim quero focar na maneira da condução do desenrolar da “Gira”.

Um exemplo é o Dirigente ficar de costas para todos no Terreiro, coisa típica de quem ainda não viu de que nem mesmo na igreja católica - de onde foram espelhados os Altares - Congás - isso ocorre mais.

O assistente que vem para assistir os trabalhos quer participar, quer cantar, quer  não somente observar, mas estar e sentir-se inserido no contexto mediúnico.

continua...
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